domingo, 13 de janeiro de 2013

A "sabedoria" dos psicopatas


Psicólogo lista as carreiras que atraem mais e menos psicopatas 

Executivo, advogado e policial estão no ranking das profissões com mais incidência
Cuidador, artesão e médico são as com menor propensão


MAÍRA AMORIM

RIO — Carismático, charmoso, destemido, firme, ambicioso e determinado. Um profissional com essas características tem grandes chances de se destacar no mercado de trabalho e, rapidamente, se tornar, por exemplo, um executivo de sucesso — justamente a carreira em que, segundo o psicólogo britânico Kevin Dutton, autor do livro “The wisdom of psychopaths” (“A sabedoria dos psicopatas”), há mais incidência de psicopatas. Depois de fazer uma pesquisa com mais de 5.500 britânicos, ele elaborou uma lista com as profissões que atraem mais e menos psicopatas no Reino Unido. Mas não há razões para se alarmar, diz Dutton.

O autor frisa que a associação imediata que se faz entre psicopatas e serial killers, estupradores, terroristas e suicidas é equivocada. E acrescenta que traços de psicopatia são frequentes em uma grande parcela da população, o que, em certas profissões, pode ser até bastante útil.

Além do charme, carisma, ambição e persuasão, são características que rondam o espectro psicopata o poder de manipulação, a frieza sob pressão, o foco, certo egoísmo e otimismo exacerbado. “Não há motivo para se preocupar se algumas dessas características se manifestam só no campo de trabalho em que atua. O problema é quando essas qualidades são levadas também para o dia a dia fora da ocupação”, afirma Dutton em entrevista disponível no Youtube.


Psicopatia não é algo do tipo "tudo ou nada"

— Na lista das profissões que mais atraem psicopatas aparecem áreas que têm mais pessoas com menos capacidade de empatia, menos habilidade de se colocar no lugar do outro e mais focadas em si próprias — afirma Fátima Vasconcellos, chefe da Psiquiatria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. — O executivo, por exemplo, precisa de frieza: muitas vezes ele já sabe que vai demitir alguns funcionários, mas não pode falar nada antes.

O mesmo vale para o cirurgião, que é o quinto no ranking de Kevin Dutton. “Você pode imaginar que jamais escolheria ser operado por um cirurgião psicopata. Mas algumas das características são justamente aquelas que você gostaria de encontrar nesse especialista: frieza sob pressão, foco e distância quando as coisas dão errado”, acredita o britânico.

Silvio José Lemos Vasconcellos, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Santa Maria (UFSM), Rio Grande do Sul, e pesquisador na área de avaliação e diagnóstico da psicopatia, concorda que algumas áreas de atuação podem ser mais tolerantes à manifestação de alguns sintomas psicopáticos. Mas faz uma ressalva:

— A psicopatia é um transtorno de personalidade diagnosticado por um conjunto de sintomas. Deixou de ser um transtorno do tipo “tudo ou nada”, mas não é uma síndrome facilmente identificável.

O que Vasconellos quer dizer é que não basta conhecer algumas características psicopatas para tentar diagnosticar o chefe ou colega de trabalho.

— É uma das entrevistas de diagnóstico mais difíceis que existe para um psicólogo ou psiquiatra, justamente porque os indivíduos são manipuladores — destaca Vasconcellos, que também vê alguns elementos plausíveis na lista de Kevin Dutton. — As carreiras que atraem menos psicopatas são aquelas que lidam diretamente com ajuda humana e que requerem uma reação mais empática do profissional.

É quando falta essa empatia que pode haver perigo.

— No caso de um vendedor que comercializa um produto que ele sabe fazer mal à saúde, de outro, por exemplo. É o psicopata corporativo, que vai passar por cima de quem estiver na frente dele com o objetivo de fazer sucesso — afirma Fátima Vasconcellos.


Polêmica: empresas utilizam teste

A psicopatia começa a preocupar algumas empresas americanas. Especialistas dizem que essa inquietação pode ter começado a crescer depois do caso de Bernard Madoff, o corretor de Wall Street preso em 2008 por ter dado um golpe de US$ 65 bilhões em seus clientes. Madoff foi diagnosticado como psicopata por especialistas.

— Ele deu um rombo em Wall Street, usando a capacidade de persuasão e de se colocar em situações de risco. Não matou ninguém, mas causou sérios estragos — diz Silvio José Lemos Vasconcellos, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Santa Maria (UFSM).

Lemos Vasconcellos diz que, inclusive, nos Estados Unidos, já existe um instrumento, o B-Scan 360, cujo objetivo é diagnosticar tendências psicopatas em funcionários de corporações:

— O instrumento foi criado para avaliar sintomas no ambiente organizacional, sem levar em conta aspectos criminais, como é mais comum.

Embora ainda esteja em fase inicial de uso, o B-Scan 360 levanta algumas questões polêmicas. Afinal, se o resultado der positivo para tendências à psicopatia, como deverá a empresa proceder em relação ao funcionário?

— É uma questão complexa. Na área criminal, a lei não sabe o que fazer com um acusado que tem o diagnóstico confirmado. A área organizacional também não encontrará uma solução tão facilmente — acredita Lemos Vasconcellos.

Segundo o britânico Kevin Dutton, autor de “A sabedoria dos psicopatas”, o alarme só deve soar quando uma pessoa, além das características como ambição, carisma e persuasão, tem um histórico de violência e de falta de estrutura familiar e escolar, além de baixos índices de inteligência. “Isso pode levar um indivíduo a ter sérios problemas. Já se ele não é violento, tem um bom histórico e é inteligente, poderá ser matador no mercado, no bom sentido”.


Britânico diz que psicopatas podem ensinar

O psicólogo vai além e diz, inclusive, que todos poderiam aprender com traços dos psicopatas. “Eles são mais assertivos, se recuperam rapidamente de decepções, tendem a não procrastinar, não têm medo de vencer e vivem o presente. Todos poderíamos nos beneficiar disso”.

Para Tânia Fontenele, doutora em psicologia social e do trabalho pela UnB (Universidade de Brasília) e especialista em gênero pelo Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher, porém, uma afirmação desse tipo requer cautela.

— É complicado afirmar que um profissional que é manipulador tem traços de psicopata. Nem todos que são motivados e trabalham muito são psicopatas por isso. Não podemos generalizar — ressalta Tânia.

Fátima Vasconcellos, chefe da Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia, concorda com a colega. E lembra que não é porque uma profissão aparece na lista das que têm menos incidência de psicopatas que essas carreiras só terão gente sem o transtorno.

— Um cuidador de idosos também pode ser um psicopata — destaca Fátima, que acha que, apesar de o ranking de Dutton ter sido feito com base numa pesquisa britânica, também vale para o Brasil. — A única diferença é que, aqui, eu também incluiria os políticos na lista das carreiras com mais tendências.


O Globo Online

domingo, 30 de dezembro de 2012

Psicopatas: Eles estão entre nós


Eu sou vítima de uma psicopata. E você? Conhece algum?

A psicopatia pode ser leve, moderada ou grave.

Os psicopatas podem provocar danos graves, irreparáveis e até matar.

Os psicopatas estão entre nós e precisamos aprender a identificá-los e a nos proteger de sua ação maléfica.




Vídeo



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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Profissões com mais PSICOPATAS


As profissões com mais psicopatas

Richard Jakubaszko

Saiu "do armário" mais uma neurose americana... Agora em forma de livro, que apresenta dados estatísticos de pesquisas, outra mania americana, pois eles fazem pesquisas e estatísticas pra saber de tudo sobre tudo.

Nesse caso o psicólogo Kevin Dutton, autor do livro “A sabedoria dos psicopatas: o que santos, espiões e serial killers têm a ensinar sobre sucesso”, listou as profissões com mais psicopatas: CEOs, advogados e jornalistas de TV lideram o ranking.
De acordo com ele, a carreira que apresenta mais psicopatas é a de CEO.

Em segundo lugar vêm os advogados. Para Dutton, os psicopatas são profissionais responsáveis por decisões objetivas, de caráter cínico e desvinculado de sentimentos.

Profissionais de rádio e TV estão em terceiro lugar da lista.

Em quarto lugar estão os comerciantes.


Cirurgiões aparecem em quinto lugar. O livro elucida comportamento de psicopatas em ambientes de trabalho.
Jornalistas estão no sexto lugar da lista de Dutton. Para ele, os casos de psicopatia têm em comum algumas características, como emoções superficiais, tolerância ao estresse, falta de empatia, frieza, falta de sentimento de culpa e egocentrismo.

Os policiais aparecem em sétimo lugar na lista de profissionais com mais psicopatas.
Sacerdotes religiosos estão em oitavo lugar. O psicólogo listou como outras características dos psicopatas: comportamento manipulativo, irresponsabilidade, impulsividade, vida parasitária, atitudes ilícitas e gestos antissociais.


Nem os chefs de cozinha escaparam do topo da lista: nono lugar. Oferta de poder mobiliza psicopata, diz psicólogo.
Os burocratas surgem em décimo lugar. Agente de saúde, enfermeiro, terapeuta, esteticista e cabeleireiro, assistente social, professor, artista, clínico e contador são as profissões com menor incidência de psicopatas.


oooo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mente Criminosa: A Psicopata Mora ao Lado


Há um livro muito famoso chamado "Mentes perigosas - o psicopata mora ao lado", da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. O assunto é da maior importância, e a leitura imprescindível para todos.

Antigamente havia uma série televisiva de muito sucesso - Os Invasores - que mostrava seres extraterrestres, idênticos a nós, que se infiltravam no planeta com intenções danosas, para prejudicar a humanidade.

Os Psicopatas estão entre nós, não são seres de outros planetas, mas "humanos", como nós. E não são doentes mentais. Eles padecem de Insanidade Moral, ou seja, mau-caratismo, falta total de escrúpulos. Quando escolhem uma vítima, invadem sua vida, e o fazem racionalmente, comportando-se como verdadeiros predadores, feras raivosas, destrutivas, camufladas por  uma aparência doce e inofensiva.



Só aparência. São pessoas amorais, nefastas, frias e altamente nocivas à sociedade.

Há anos sou vítima de uma psicopata familiar, que mente, rouba, trai, lesa, aplica golpes, arma fraudes e promove ilícitos, sem cerimônia, sem remorsos. Uma autêntica Enciclopédia do Crime, desequilibrada, sem freio moral.

Estou escrevendo um livro-reportagem sobre a escalada delinquente desta "alpinista social" sob o título provisório de "Mente criminosa: a psicopata mora ao lado". Não sendo psiquiatra, narro os fatos do ponto de vista da vítima: jornalismo investigativo, em linguagem objetiva, informativa, mostrando como uma pessoa que não tem competência sequer para ler e escrever corretamente consegue contaminar (e a palavra é esta) contaminar filhos, genros, vizinhos, agentes públicos e outras tantas pessoas, e chegar quase à destruição da vida de sua vítima preferencial. 

A delinquente vem promovendo vários atentados contra a vida e a integridade física da vítima, impedindo-a de transitar livremente, trabalhar, alugar sua casa etc. Para isso, conta com uma espécie de "exército particular", paus-mandados, línguas-de-aluguel, verdadeiros capachos, movidos a dinheiro e vantagens.

Numa cruzada insana para destruir o objeto de sua inveja doentia,  a destrambelhada, ao que tudo indica, foi procurar apoio em servidores públicos corruptos. Tudo para roubar a vítima de sua fúria.

Mais dia, menos dia, o Brasil pode vir a conhecer esta figura, ainda rastejando no esgoto sombrio da impunidade. 





sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Psicopatas e Corruptos



Cérebro insensível é mais vulnerável à corrupção, dizem pesquisadores


DÉBORA MISMETTI


Uma pessoa que não tem medo diante de ameaças e que não sente indignação está mais vulnerável ao comportamento corrupto.

A hipótese, baseada na análise de imagens do cérebro captadas por meio de ressonâncias magnéticas funcionais e em exames que detectam as descargas de adrenalina do sistema nervoso, foi apresentada hoje [junho 2010] no congresso Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado, pelo neurologista André Palmini, da PUC do Rio Grande do Sul.

Palmini explicou que há um senso de justiça presente no cérebro de quase todas as pessoas. Quando presenciamos a justiça sendo feita, sentimos uma identificação com isso, uma empatia. Se vemos uma injustiça, sentimos nojo. "Quando sentimos nojo, ativamos a ínsula, região do cérebro essencial para o comportamento moral", disse o médico. Daí vem a sensação de indignação que normalmente surge diante da corrupção. Mas, como cada cérebro é diferente, há quem tenha reações diferentes.

De acordo com as pesquisas citadas pelo médico, é possível observar as conexões entre as regiões morais do cérebro: o cíngulo anterior e a ínsula. Assim como cada região do cérebro tem funções específicas, essas conexões também desempenham seus próprios papéis.

Nesses estudos, foram aplicadas escalas para medir o nível de empatia das pessoas em relação à sociedade. Quanto menor a conexão entre essas duas regiões emocionais e morais do cérebro, menor a capacidade que o indivíduo tem de funcionar socialmente. Em pessoas com conexões mais fortes, havia maior capacidade de indignação e entendimento da moral.

"O status dessas redes neurais influenciam a maneira como valorizamos os estímulos do ambiente. Isso varia muito entre as pessoas e é a base de como sentimos o mundo e como tomamos decisões", disse Palmini.

Em outro estudo, que media a reação de adrenalina em pessoas submetidas a situações de estresse, por meio da condutividade elétrica da pele, algumas não reagiam às ameaças. De acordo com o neurologista, isso indica que elas eram insensíveis. "Essa condição leva à tomada de decisão inadequada, porque a pessoa fica vulnerável a correr riscos desnecessários."

Crianças que apresentaram essa falta de reação aos três anos não respondiam a punições verbais. Aos oito, elas já tinham comportamentos agressivos. Elas não eram sensíveis ao meio, não mobilizavam seu "cérebro emocional".

"Quem não se condicionava, não tinha medo, tinha mais risco de cometer crimes mais tarde, aos 20 anos", afirmou Palmini.

Um cérebro que amadurece nessas condições fica mais predisposto a ter uma personalidade psicopata, segundo o médico. A ausência do medo da punição facilita o comportamento corrupto, aliada aos fatores ambientais, como a oportunidade de cometer delitos.

CORRUPTOS LESADOS

O pesquisador Antoine Bechara, da Universidade de Iowa, também apresentou sua explicação para esses comportamentos desviantes.

A ausência de moral do corrupto, segundo Bechara, é similar àquela apresentada pelos psicopatas, que não se preocupam com o outro. "Em pessoas normais, os valores morais e os riscos são ligados. Não há por que violar as regras", disse o neurologista.

O pesquisador afirma que há duas explicações para o cérebro corrupto. Ou há uma lesão cerebral, por motivos genéticos ou traumas sofridos na infância, ou a pessoa não tem lesão alguma, mas cresceu em um ambiente onde a corrupção não é punida.

O primeiro grupo não tem como aprender a diferenciar certo e errado, mesmo que sofra punições. Já o segundo pode conseguir se ajustar, se houver mudanças no ambiente.

De acordo com Bechara, pessoas com anormalidades no córtex pré-frontal repetem os erros, ainda que tenham uma alta capacidade intelectual. "Elas podem até ser mais bem sucedidas do que as pessoas normais, dependendo do meio em que atuam", disse o neurologista.

Ele explica suas conclusões por meio de um teste de jogo chamado Iowa Gambling Test. Nesse exame, são exibidas quatro possibilidades de aposta para o voluntário. Um par dá mais ganhos imediatos, mas leva a perdas maiores a longo prazo. O outro dá menos benefícios imediatos, mas resulta em um ganho grande no final.

Pessoas sem lesões cerebrais, em geral, sabem escolher a opção mais vantajosa a longo prazo. Quando há a lesão no córtex frontal, a pessoa erra mesmo quando já sabe qual é a melhor escolha. "Ainda que elas tenham uma reação negativa em relação à perda, não temem essa punição na hora de tomar a decisão", explicou Bechara.

Além de serem destemidas, essas pessoas não julgam moralmente os outros. Em testes que apresentam aos voluntários uma história de tentativa de homicídio que não dá certo, os normais acham isso um crime. As pessoas com lesão se mostram mais permissivas.

O curioso, segundo o neurologista, é que há pessoas normais que se comportam como se tivessem a lesão cerebral. Talvez, disse ele, elas tenham algum problema cerebral indetectável em exames. "Essas pessoas também são vulneráveis a comportamentos antissociais como a corrupção."

Ao final, Bechara lembrou que os psicopatas não são só os assassinos. "Eles estão na sociedade. Podem ser empresários, políticos, pessoas que não cometem crimes violentos, mas que exploram os outros, são imorais, usam cargos públicos para enriquecer e prejudicar os outros. Está na hora de revisitar as causas cerebrais para estudar o comportamento humano".

domingo, 1 de julho de 2012

O perigo pode estar mais perto do que imaginamos


Conceitos e Definições

Pessoas manipuladoras, sem nenhuma consideração pelo próximo, sem inclusive reconhecer seus semelhantes como seres humanos. Essas e outras tantas características descrevem o psicopata.

O psicopata define-se por uma procura contínua de gratificação psicológica, sexual ou impulsos agressivos, e da incapacidade de aprender com os erros do passado. Usando terminologia freudiana, a personalidade psicopática ocorre quando o ego não pode mediar entre o id e o super-ego, permitindo assim o id de se reger pelo princípio do prazer, e o super-ego não tem nenhum controle sobre as ações do ego. Em outras palavras, os indivíduos com esta desordem ganhariam satisfação através dos seus comportamentos anti-sociais, associados a uma falta de consciência.

Dentre tantas peculiaridades do psicopata a que mais chama a atenção é a ausência de culpa. O psicopata usa as pessoas para obter o que deseja, seja usando a crueldade para obter prazer, ou através da usura e exploração. Tem para si que seus atos não são maléficos e não causam nenhum dano a outrem, assim como não reconhecem suas atitudes como erradas. Ele não entende porque as pessoas ficam aterrorizadas perante suas atitudes. Isso se deve ao fato dele não reconhecer os sentimentos humanos, não podendo, assim, ter uma empatia com o outro. Além disso, diferentemente do que se pensa, essa patologia não causa delírios ou alucinações.

A psicopatia muitas vezes se manifesta ainda na infância e geralmente é confundida com agressividade. Crianças que manifestam crueldade gratuita, principalmente com animais, devem ser bem observadas.

Nas situações em que o psicopata não pratica atos passíveis de punição judicial, pode ter uma ascensão profissional digna de nota. Prejudicando os colegas e sendo desprovido de escrúpulos para obter benefícios próprios, o psicopata consegue, por exemplo, subir de cargo em uma empresa, ou manter-se no poder usando subterfúgios imorais ainda que sem cometer atos ilícitos. Quem não conhece alguém assim?

Estudos avaliam as diferenças entre os psicopatas não criminosos e os psicopatas criminosos. Tais estudos não chegam a uma opinião conclusiva para a questão: os psicopatas não criminosos não cometeram crimes ou apenas conseguiram ludibriar a polícia? As avaliações feitas nesses dois grupos de psicopatia mostraram semelhanças no comportamento de ambos, quase indistinguíveis. Os estudos revelam também que a personalidade e a propensão para atitudes imorais são semelhantes entre os grupos. O que os diferencia basicamente seria o meio onde o indivíduo está inserido, se beneficiado com educação e segurança familiar, a faceta criminosa não seria instalada.

Esses estudos visam principalmente desmistificar algumas idéias acerca dos psicopatas que normalmente são associados a maníacos criminosos com disfunções neurológicas. Ao contrário do que se pensa a maioria dos psicopatas não são violentos e a maioria das pessoas violentas não é psicopata.

Especialistas dizem que os psicopatas em sua grande maioria são homens. Os motivos para esta desproporção entre os gêneros ainda é desconhecido. A frequência entre as populações é praticamente a mesma, não havendo alterações estatísticas entre ocidentais e orientais e nem entre populações que têm ou não acesso a culturas modernas.

Segundo a revista SUPERINTERESSANTE (Julho-2006, p. 48), estas são as principais características de um psicopata:

CHARME - Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com frequência. Seja na política, no trabalho ou na cadeia.
INTELIGÊNCIA - O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o Colegial.
AUSÊNCIA DE CULPA - Não se arrepende nem tem dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza que nunca erra.
ESPÍRITO SONHADOR - Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito é miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva.
HABILIDADE PARA MENTIR - Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.
EGOÍSMO - Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo OK para ele, não interessa como está o resto do mundo.
FRIEZA - Não reage verdadeiramente ao ver alguém chorando ou sofrendo.
PARASITISMO - Quando consegue a amizade de alguém, suga até a medula.

Dentre as variações da Psicopatia, o Psicopata Social é aquele que causa sofrimento a um grupo de pessoas, uma comunidade ou até mesmo a sociedade como um todo, sem esboçar qualquer arrependimento. Nada deixa esses indivíduos com peso na consciência. Não existe ramo de atuação humana onde se encontra mais esse tipo do que na política (com honradas exceções, é claro). Estes manipuladores sociais roubam, mentem, trapaceiam, caluniam, e nunca acham que faz alguma coisa de errado; não estão nem aí para o sofrimento alheio. Geralmente possuem uma esperteza superior, uma inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está a sua volta. Não são sábios, são inteligentes, porque o sábio usa o seu raciocínio e o seu saber para a resolução dos problemas dele e de todos, pensando sempre no crescimento e na felicidade coletiva.

Justamente por achar que não faz nada de errado, o Psicopata Social repete seus erros e não conhece emoções e sentimentos nobres tais como o arrependimento, a solidariedade, o amor ao próximo e a compaixão. O país que se dane, a cidade que se dane, o povo que se dane! É assim que ele pensa no seu íntimo. A habilidade de mentir e manipular despudoradamente, muitas vezes sem levantar suspeitas, de hipnotizar platéias com sua lábia, seu dom de oratória, faz com que ele se saia bem na política e na liderança de grupos. Vide: Mussolini, Hitler, Nero, Átila, Collor, etc. são tecnicamente incapazes de frear seus impulsos sacanas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando necessário, com a destreza e o talento de um brilhante ator.

Os Psiquiatras defendem que, apesar desta mentalidade doentia, eles devem ser responsabilizados pelos seus erros, porque possuem plena consciência de que seus atos não são corretos. E se cometem crimes, devem ir para cadeia como os outros criminosos, por ameaçar a convivência sadia, justa e harmônica da sociedade.

Alguns Psicopatas Brasileiros famosos e outros nem tanto:

Suzane Louise von Richthofen

O Caso Richthofen é um processo polêmico que chocou a opinião pública brasileira. Uma das rés, Suzane Louise von Richthofen, foi acusada de ter planejado a morte dos próprios pais, com o auxílio do então namorado Daniel Cravinhos e de seu irmão, Cristian Cravinhos. O júri do caso entendeu que Suzane foi influenciada pelos irmãos, mas que poderia ter resistido e evitado o crime.

O interesse da população pelo caso foi tão grande que a rede TV Justiça cogitou transmitir o julgamento ao vivo. Emissoras de TV, rádios e fotógrafos chegaram até a ser autorizados a captar e divulgar sons e imagens dos momentos iniciais e finais, mas o parecer definitivo negou a autorização. Cinco mil pessoas inscreveram-se para ocupar um dos oitenta lugares disponíveis na platéia, o que congestionou, durante um dia inteiro, a página do Tribunal de Justiça na internet. É dessas pessoas autorizadas que se conhece o que houve no julgamento.

[ para ver este caso na íntegra clique aqui ]

Francisco de Assis Pereira, o "Maníaco do Parque"

Francisco de Assis Pereira, vulgo "Maníaco do Parque", é um criminoso brasileiro que estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres e atacou outras nove. O referido Parque é o Parque do Estado, situado na região sul da cidade de São Paulo. Nesse local foram encontrados vários corpos das vítimas.

Antes de ser preso e julgado ele já havia sido detido como suspeito, mas liberado logo depois. Ao ver seu retrato falado nos jornais, ele fugiu para o sul do país. Ao desaparecer, deixou apenas o jornal e um bilhete sobre a mesa. Lamentava ter de ir embora, pedia desculpas pela forma repentina da partida. "Infelizmente, tem de ser assim." Assinado: Francisco de Assis Pereira. No mesmo dia, o empresário percebeu que havia algo de errado com o vaso sanitário da empresa. Tentou consertar duas vezes, mas não conseguiu. Na sexta-feira 24, quebrou o encanamento para descobrir a causa do entupimento e encontrou um bolo de papéis queimados, misturado aos restos de um churrasco feito no final de semana anterior, no cano de saída da privada. Entre as coisas que o empresário recolheu do cano estava a carteira de identidade de Selma Ferreira Queiroz, parcialmente queimada. Selma foi uma das mulheres cujo cadáver a polícia encontrou no Parque do Estado. Isso alertou seus patrões (ele trabalhava como motoboy) que comunicaram a polícia que assim descobriu sua identidade. Durante a fuga, causou desconfiança aos moradores das cidades por onde passou, até que foi denunciado e preso, sendo posteriormente enviado para São Paulo. Após ser capturado pela polícia, o que mais impressionou as autoridades foi como alguém feio, pobre, sem muita instrução, e sem armas conseguia convencer as mulheres a subir na garupa de uma moto e ir para o meio do mato com um homem que tinham acabado de conhecer.

[ para ver este caso na íntegra clique aqui ]

Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos

O goiano Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos, acusado pelo esquartejamento da inglesa Cara Marie Burke, 17 anos, no ano de 2008.

Esquartejou o corpo para facilitar o transporte. E chegou a fotografar o corpo mutilado. No celular do acusado, apreendido pela polícia, foi encontrada foto da garota inglesa já sem os antebraços e as partes inferiores das pernas. A cabeça, também já decepada, aparecia sobre o tronco.

A faca e um par de luvas que Santos teria usado no crime foram encontrados em um bueiro na rua do apartamento dele.

O golpe que matou a moça foi desferido pelas costas, acertando o coração. O corpo teria sido levado para o box do banheiro, onde foi retalhado.

O tronco de Cara Marrie Burke foi encontrado dentro de uma mala às margens do Rio Meia Ponte, na região leste da Capital.


Lindemberg Fernandes Alves

Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, invadiu o domicílio de sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, no bairro de Jardim Santo André, em Santo André (Grande São Paulo), onde ela e colegas realizavam trabalhos escolares. Inicialmente dois reféns foram liberados, restando no interior do apartamento, em poder do sequestrador, Eloá e sua amiga Nayara Silva.

No dia 14, Eduardo Lopes, o advogado do sequestrador, passou a acompanhar as negociações do cliente com o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais). Às 22h50min desse dia, Nayara Rodrigues, 15 anos, amiga de Eloá, foi libertada, mas no dia 15 a polícia paulista mandou-a de volta para continuar as negociações.

Após mais de 100 horas de cárcere privado, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e da Tropa de Choque da PM de SP explodiram a porta - alegando, posteriormente, ter ouvido um disparo de arma de fogo no interior do apartamento - e entraram em luta corporal com Lindemberg, que teve tempo de atirar em direção às reféns. A adolescente Nayara deixou o apartamento andando, ferida com um tiro no rosto, enquanto Eloá, carregada em uma maca, foi levada inconsciente para o Centro Hospitalar de Santo André. O sequestrador, sem ferimentos, foi levado para a delegacia e, depois, para a cadeia pública da cidade. Posteriormente foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na cidade de São Paulo.

Eloá Pimentel, baleada na cabeça e na virilha, não resistiu e veio a falecer por morte cerebral confirmada às 23h30min de sábado (18 de outubro).

O caso também repercutiu no exterior; o jornal espanhol El País destacou a comoção nacional pelo falecimento da jovem Eloá.


Silvia Calabrese Lima
Sílvia Calabrese, presa em março de 2008 em Goiânia, por maltratar e torturar uma menina de 12 anos que morava com ela. A garota foi encontrada em seu apartamento com os braços acorrentados em uma escada, uma mordaça embebida em pimenta, dedos e dentes quebrados, unhas arrancadas, marcas de ferro quente pelo corpo. Questionada, Sílvia alegou que estava educando a criança e não mostrou nenhum arrependimento.


Guilherme de Pádua

Ator Guilherme de Pádua, que, após matar a atriz Daniella Perez com golpes de punhal, em dezembro de 1992, foi ao velório prestar solidariedade à mãe, Gloria Perez, e ao marido da vítima, o ator Raul Gazolla. Durante o interrogatório, depois de se entregar, estava calmo e relatou o assassinato sem esboçar reação alguma.


Kelly dos Santos

Kelly dos Santos, 19 anos, presa em agosto de 2007, em São Paulo, acusada de estelionato, furto e falsidade ideológica. Kelly se passava por rica e cativava com sua simpatia e desenvoltura para depois furtar jóias, dinheiro, cartões de crédito e talões de cheque. Quando não convencia, era arrogante, fazia escândalo e destratava as pessoas.


Gilmar Alberto Wasckmam, o "Canibal Gay"

Gilmar Alberto Wasckmam, de 53 anos, que ficou conhecido como o “canibal gay” de Mundo Novo, MS, foi condenado em júri popular a cumprir 16 anos e três meses de pena, por matar um homem e comer pedaços de seus órgãos. O crime foi cometido no dia 23 de novembro de 2007, em Mundo Novo, município que fica a 460 quilômetros da capital, Campo Grande. Pelo crime de homicídio, ele foi condenado a 15 anos de reclusão. Por ter comido partes dos órgãos da vítima, Gilmar foi condenado a um ano e três meses. A pena pelo vilipêndio poderá ser cumprida em regime semi-aberto. A liberdade provisória poderá ser concedida apenas depois que o homem cumprir dois quintos das duas penas somadas, o que corresponde a pelo menos seis anos e quatro meses de reclusão.


Francisco das Chagas Rodrigues Brito

O mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, 41 anos, é acusado de ter matado 42 meninos nos municípios maranhenses de São Luís, Paço do Ludimar e São José de Ribamar, além de Altamira no Pará. A série de assassinatos, ocorridos entre 1991 e 2003, ficou conhecida como o Caso dos Meninos Emasculados e teve repercussão internacional.

O mecânico é considerado pela Justiça do Maranhão o maior serial killer do Estado de todos os tempos e um dos principais do país pelo número de vítimas e o tempo de ação dos crimes.

Psicopatia

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