domingo, 14 de abril de 2013

Sociopatas e Psicopatas: como distinguir



Pra Saber Mais: Sociopatas vs. Psicopatas



O estudo do comportamento criminoso inclui um exame de distúrbios mentais que podem contribuir para um comportamento desviante. Sociopatia e psicopatia são termos usados na psicologia e criminologia para referir a dois grupos distintos de pessoas com traços de personalidade anti-social. Significativamente, essas condições não são classificadas como doenças mentais e não são termos oficiais de diagnóstico. Na quarta edição do Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), tanto sociopatia quanto psicopatia são listados sob o título de Transtorno de Personalidade Anti-Social (TPAS), ou seja, ambos são tratados como transtornos equivalentes.

Sociopatia e psicopatia compartilham de muitos traços, e isso causa muita confusão para diferenciá-los na psicologia e criminologia. Comportamentos comuns aos dois transtornos incluem: 


Desrespeito pelas leis e costumes sociais;

Desrespeito pelos direitos dos outros;
Incapacidade de sentir remorso ou culpa;
Tendência a exibir comportamento violento e explosões emocionais.

Embora não haja consenso entre os profissionais sobre o que exatamente diferencia sociopatas de psicopatas (entre aqueles que acreditam que cada um é um transtorno separado), há uma lista de diferenças significativas.


Sociopatas 


- sociopatas tendem a ficar nervosos e agitados facilmente;
- eles são suscetíveis a serem mal educados e vivem à margem da sociedade, incapazes de manter um emprego estável ou ficar em um lugar;
- usualmente possuem histórico de delinquência juvenil e problemas de comportamento; 
- alguns formam alianças com um indivíduo ou grupo, embora, em geral, eles não tenham consideração pela sociedade; 
- aos olhos dos outros, os sociopatas parecem claramente pessoas perturbadas;
- crimes cometidos por sociopatas tendem a ser desorganizados e espontâneos.

A maioria dos serial killers da história eram sociopatas. Entretanto, nesses casos, a sociopatia sempre está ligada com outra doença mental, na maioria das vezes, esquizofrenia.



Exemplos Famosos

Mary Flora Bell, na Penitenciária aos 16 anos

O mais famoso caso de sociopatia infantil da história atende pelo nome de Mary Bell. A inglesinha de 2 anos não chorava quando se machucava e adorava espancar as suas bonecas. Aos 4 anos tentou matar um coleguinha enforcado e aos 5 presenciou sem nenhum tipo de emoção o atropelamento de um outro amiguinho. Depois que aprendeu a ler ficou incontrolável. Pichava paredes, incendiou a casa onde morava e torturava animais.

Em 1968, aos 11 anos, o horror: Mary Bell estrangulou até a morte dois meninos de 3 e 4 anos.

“Ela não demonstrou remorso, ansiedade ou lágrimas. Ela não sentiu emoção nenhuma em saber que seria presa. Nem ao menos deu um motivo para ter matado. É um caso clássico de sociopatia,” disse o psiquiatra Robert Orton em seu laudo psiquiátrico.

Especialistas dizem que sociopatas não podem ser curados e, geralmente, eles são resistentes à terapia. Isso foi provado no caso Mary Bell: durante anos a garota não quis ser tratada. Ela saiu da prisão em 1980, aos 23 anos. Seu paradeiro é até hoje mantido sob sigilo. Ela casou em 1984 e teve uma filha, que hoje tem 28 anos.

Jack, O Estripador
Ninguém nunca soube quem foi Jack, O Estripador. Mas, para muitos, o seu modus operandi não deixa dúvidas: ele era um sociopata. Os crimes cometidos pelo serial killer que aterrorizou Londres há 124 anos não eram planejados, ele simplesmente saía à noite e estripava a primeira mulher que encontrava. Os corpos eram deixados no chão com os órgãos espalhados. Muitos especialistas acreditam que Jack tinha sífilis e a sífilis naquela época não tinha cura. A sífilis é uma doença conhecida por causar degeneração mental, e é possível que a mistura explosiva de sociopatia com a sífilis fez de Jack o carniceiro que deixava os órgãos de suas vítimas espalhadas pelas ruas.

Charles Milles Manson

Um dos criminosos mais famosos do século 20, Charles Manson era um sociopata e delirante paranóico, que arregimentou um grupo de hippies que, sob suas ordens, cometeram vários crimes nos anos 60. Em 9 de agosto de 1969, cometeu uma carnificina que entrou para a história.

Manson acreditava que os Beatles eram anjos mandados à Terra para avisar os homens sobre o Apocalipse. Além disso, ele ficou irritado por ter uma música supostamente roubada pelo grupo Beach Boys. Furioso com Terry Melcher, produtor musical que havia lhe negado um contrato de gravação, Manson ordenou que os seus seguidores invadissem a casa de Melcher e matassem quem estivesse lá. Em 9 de agosto de 1969, os seguidores de Manson invadiram a ex-casa de Melcher e promoveram uma chacina. Mataram as 5 pessoas que estavam na casa, dentre elas a famosa e belíssima atriz Sharon Tate, mulher do cineasta Roman Polanski, que estava grávida de 8 meses. Ela foi perfurada 16 vezes por uma baioneta e enforcada.

A inglesa Cara Marie Burke e o goiano Mohammed D'Ali, dentro do avião que os levou 
de Londres a Goiânia

“Eu pegava gatos na rua, amarrava o pescoço no alto do muro, fazia o cachorro alcançar o gato até o momento em que, tendo alcançado, o pit bull arrancava o pescoço do gato. Eu não acho nada horripilante”, disse Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos.

O goiano Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos é um caso clássico de sociopatia. Delinquente juvenil, durante toda sua vida teve problemas de comportamento. Não frequentava a escola e nunca conseguiu ter um emprego fixo. Morou nos Estados Unidos e Inglaterra e não se adaptou a nenhum desses lugares. Era sustentado por sua mãe, que morava na Inglaterra e lhe mandava todos os meses uma mesada. E foi lá na Terra da Rainha que ele conheceu a inglesa Cara Marie Burke, de 17 anos. Os dois começaram um relacionamento e vieram morar em Goiânia. Devido ao comportamento agressivo de Mohammed, Cara Marie o largou e foi morar com amigos que fizera em Goiânia. No dia 28 de julho de 2008, ela visitou Mohammed em seu apartamento no Setor Universitário, região central da capital goiana. Os dois discutiram e Cara Marie ameaçou contar para a mãe de Mohammed que ele gastava sua mesada com drogas. Essa ameaça foi o gatilho: Mohammed a matou a facadas. Deixou o corpo de Cara Marie no banheiro e foi assistir a um show da Mulher Melancia. Voltou e esquartejou o corpo da inglesa, colocou os pedaços em malas e descartou em um rio que corta a cidade.

A Junta Médica Oficial do Poder Judiciário de Goiás, que examinou Mohammed, disse em seu relatório que Mohammed 
“tem perturbação mental, personalidade antissocial e é de alta periculosidade. A alteração que ele possui é algo que está na estrutura da personalidade e que não é passível de tratamento ou cura, pois não é doença. É uma característica imutável que nasceu com ele e foi se moldando no decorrer de sua vida.”
Mohammed não sentiu nenhum remorso pelo assassinato e soltou gargalhadas várias vezes durante o seu julgamento. Também se divertiu diante do juiz ao relatar, em inglês, o diálogo que travou com Cara Marie, sobre drogas, momentos antes de matá-la.

Psicopatas

Ao contrário dos sociopatas, os psicopatas, muitas vezes, têm personalidades encantadoras e atraentes. Eles são manipuladores e podem facilmente ganhar a confiança de qualquer pessoa. Eles aprendem a imitar emoções, apesar de sua incapacidade para realmente senti-las, o que faz com que, aos olhos de outras pessoas, pareçam inocentes e normais. Psicopatas são (frequentemente) educados e possuem empregos estáveis. Alguns são tão bons em manipular, que formam famílias e relacionamentos de longo prazo com outras pessoas, sem que elas suspeitem de absolutamente nada.

Ao cometer crimes, psicopatas planejam cuidadosamente cada detalhe. Muitas vezes eles têm até um plano B, se algo der errado.

Exemplos Famosos

Thomas Andrew Parker (Nome de Nascimento: Andreas Cornelis Van Kuijk)
“Qual o segredo para o senhor estar sempre por cima da situação ?”, perguntou em 1960 um repórter da revista Variety ao coronel Thomas Andrew Parker, o tirânico empresário do Rei do Rock Elvis Presley.
Como um bom psicopata, Parker respondeu:

“Situação? É muito simples: Eu sou a situação!”
Em 1933, Parker serviu o exército norte-americano e foi de lá que veio o seu diagnóstico:
“Depressão aguda psicogênica, estado de psicopatia constitucional e psicose. Caráter violento e instável. Potencialmente homicida.”
O homem que 22 anos depois viraria o empresário de um dos maiores cantores da história da música tinha um passado nebuloso. Nascido na Holanda, ele foi para os Estados Unidos em 1929, no mesmo dia em que sua amante, de nome Anna, fora espancada até a morte. Nos Estados Unidos inventou o nome que o deixou famoso e criou uma nova biografia. Em 1955 virou empresário de Elvis Presley, que sempre advertia os funcionários da gravadora RCA: “Sejam sempre amigáveis com o coronel”. Parker nunca se naturalizou americano e isso é uma prova de que ele tinha medo do passado. Por causa dessa obsessão com o sigilo, nunca permitiu que Elvis excursionasse fora dos Estados Unidos, sempre recusando ofertas milionárias para que o Rei do Rock se apresentasse na Europa e América Latina.

Que Tom Parker era um psicopata isso todos sabem, mas ele seria um psicopata que mata? Nunca saberemos. Esse mistério foi junto com ele para o túmulo.

Bernard Lawrence Madoff

“Eu ainda não acredito no que ele fez”, disse o advogado Joseph Kavanau, amigo de longa data de Bernard Lawrence Madoff, presidente da L. Madoff Investment Securities, uma corretora que conquistou a confiança e quase 65 bilhões de dólares de investidores num esquema de pirâmide. Foi o maior golpe financeiro individual da história do capitalismo.

Para muitos, Madoff era um sujeito tranquilo, e, segundo seus funcionários, tratava todos como uma família. Ele tinha livre trânsito entre os grandes players de Wall Street, da City Londrina e com políticos de Washington. Ele também era um homem que adorava o luxo, e não deixava de esbanjá-lo. Gastava ostensivamente com festas nas quais era bajulado pelos seus clientes. Nos jantares de gala e nas partidas de golfe de figurões, o assunto era um só: Madoff e como ele estava gerando dinheiro para todo mundo. Os lucros na realidade eram fantasia, frutos de um esquema de pirâmide, no qual os primeiros investidores são remunerados com a infusão de dinheiro de recém-chegados ao esquema. Como o lucro era alto, dezenas de novos investidores eram atraídos, o que mantinha funcionando o esquema. Dentre as vítimas de Madoff, estão o Santander (3,1 bilhões em perdas), o cineasta Steven Spielberg e Elie Wiesel, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e sobrevivente do holocausto.
“Num esquema de pirâmide, só uma pessoa está na ponta da coisa, e isso é fascinante para um psicopata narcisista como Madoff”, disse o psicólogo Steven Norton.

“Mentira, manipulação, enorme capacidade de enganar e sentimento inflado de auto importância. Eles são mestres em impressionar os outros”, disse o especialista em perfis criminosos do FBI Gregg O. McCrary.
Posar de bem-sucedido, andando de helicópteros, alugando mansões para morar, carros importados, fotos em iates, é uma das armadilhas de psicopatas como Madoff. E isso realmente chama a atenção da maioria das pessoas que são facilmente compradas inconscientemente pelo luxo e poder.

Dennis Lynn Rader

Dennis Rader, conhecido como “O Assassino BTK” (BTK são as iniciais de Bind – Torture – Kill, no português Amarrar – Torturar – Matar).

Dennis tinha família, era um funcionário público de carreira e, para todos, um cidadão tranquilo e pacato. Mas em 2005 ele foi preso acusado de ser o serial killer que há mais de 30 anos zombava da polícia do estado do Kansas. Ele foi oficialmente acusado de 10 assassinatos. Dennis é um exemplo forte de até onde o pensamento psicopata pode ir. Para ele, a ideia de matar suas vítimas era o de menos, pois em sua mente doentia ele já os tinha desumanizado de uma forma que matá-los era o menor dos pecados. Para ele, estuprar suas vítimas era mais repugnante do que o ato de matar, pois ele se sentia envergonhado por trair sua esposa e a sua igreja. Ele descontava essa ira em suas vítimas. Antes de matá-las, ele as torturava de maneira sádica e depois voltava para sua vida normal, filhos, mulher, trabalho, igreja…

John Wayne Gacy Jr.

Outro exemplo clássico é John Wayne Gacy Jr., conhecido como “O Palhaço Assassino”. Gacy era um cidadão-modelo, empresário bem-sucedido, fora casado duas vezes, chegou até a ser fotografado ao lado da primeira dama dos Estados Unidos, Rosalyn Carter, em 1978 (imagem acima). Além disso era membro de instituições religiosas e adorava vestir-se de Palhaço para divertir criancinhas em festinhas infantis e em hospitais. Como um bom psicopata, Gacy era capaz de racionalizar suas ações, era calculista e encantador. E foi através dessa personalidade que ele conseguiu esconder por debaixo da sua máscara de bom homem um serial killer que assassinou 33 adolescentes entre 1972 e 1978.

Quando foi pego, não sentiu nenhum remorso pelo ocorrido e chegou a dizer uma frase que entrou para a história: 
“A única coisa da qual eu deveria ter sido acusado era a de ter um cemitério em casa sem licença para isso.”
Ele tinha plena consciência dos seus atos, mas era incapaz de fazer um julgamento moral consciente dos seus crimes. Ele enterrou a maioria das suas vítimas debaixo da sua casa. Ao ser perguntado porque jogou os corpos de suas últimas vítimas em um rio, ele disse: “Ah, cavar dava dor nas costas!”

James Warren Jones, conhecido como Jim Jones

Convencer uma pessoa a tirar a própria vida beira o impossível. Fazer com que mais de 900 atendam a esse chamado, então, é obra para alguém muito inteligente, bom de marketing e psicopata! E o pastor Jim Jones era. Graduado em duas universidades, ele fundou nos anos 50 a sua própria igreja, o Templo do Povo. Jones levou o templo para São Francisco e Los Angeles.

Em meados dos anos 70, a revista “New West” levantou suspeitas de atividades ilegais. Foi a senha para que Jones deixasse os Estados Unidos e inaugurasse Jonestown, um latifúndio na Guiana. Ali criou a crença da “tradução”, por meio da qual ele e seus seguidores deveriam morrer juntos e partir para uma vida de prazeres em outro planeta.

No dia 18 de novembro de 1978, o congressista norte-americano Leo Ryan visitou Jonestown. Alguns fiéis quiseram partir com o congressista, o que motivou um ataque ao político e a mais 3 jornalistas que o acompanhavam. Eles conseguiram correr até a pista onde estava o avião, mas foram mortos a tiros por seguranças de Jim Jones. Começava o horror. A cúpula decidiu que a hora do suicídio coletivo havia chegado. Por meio da ingestão de veneno e dos tiros dados em quem tentava fugir, 914 pessoas morreram, 638 adultos e 276 crianças.

Theodore Robert Cowell. Ted usava o sobrenome Bundy, do seu padrasto

Psicopatas são encantadores e têm um talento especial para encontrar fraquezas nas pessoas e… explorá-las. Ted Bundy talvez seja o exemplo mais famoso dos 4. Extremamente inteligente, era formado em direito e psicologia, e tinha trânsito livre dentro do Partido Republicano norte-americano. Alto, atlético e bonitão, era o sonho de consumo das mulheres de Washington. Mas, na verdade, nada em Ted Bundy era o que parecia ser. Ele era um verdadeiro artista, controlador e manipulador, que se fazia de coitadinho para matar mulheres. E foi com essa máscara que ele assassinou de modo selvagem mais de 30 mulheres nos anos 70. Vaginas perfuradas por canos de metal, mamilos arrancados a mordidas, corpos esquartejados. a maioria das vítimas de Ted Bundy passou por horrores indescritíveis.

Mas nem a prisão tirou o carisma e a empáfia do psicopata serial killer. Showman até o fim, Ted Bundy demonstrou outro traço comum de um psicopata: o narcisismo. Segundo ele, nenhum outro advogado no mundo poderia defendê-lo tão bem quanto ele próprio. E realmente Bundy fez um trabalho fenomenal defendendo a si mesmo, tanto que o Juiz lamentou o fato dele ter se tornado um assassino dizendo que ficaria orgulhoso se aquele mesmo Ted Bundy estivesse praticando a lei naquela sala.
Por causa da grande diferença entre o método dos crimes cometidos por sociopatas e psicopatas, a distinção entre esses transtornos é, talvez, ainda mais importante para a criminologia do que para a psicologia. Isso porque os criminosos psicopatas, ao contrário dos criminosos sociopatas, cometem crimes de forma altamente organizada, muitas vezes depois de um meticuloso planejamento. Ted Bundy é um exemplo clássico de um psicopata e organizado serial killer.
Outro ponto de diferença é a etiologia. Muitos suspeitam que a psicopatia é o resultado da “natureza” (genética), enquanto a sociopatia é o resultado da “criação” (ambiente). De acordo com David Lykken, um geneticista comportamental conhecido por seus estudos sobre gêmeos, a psicopatia está relacionada a um defeito fisiológico que resulta no subdesenvolvimento da parte do cérebro responsável pelo controle dos impulsos e emoções. Sociopatia, por outro lado, seria o resultado de abusos e traumas na infância. 
O goiano Mohammed D’Ali assassinou e esquartejou a inglesa Cara Marie em 2008. Isso poderia ser apenas um indício de que ele queria se livrar do corpo de maneira mais fácil. Mas um fato interessante é que o pai do próprio Mohammed foi assassinado e esquartejado quando ele era apenas uma criança. É bem possível que o assassinato por esquartejamento do pai lhe causou um trauma na infância, que ele carregou (e ainda carrega) por toda sua vida.
Com base neste modelo, os sociopatas são capazes de empatia ou conexão emocional com outras pessoas, mas somente pessoas específicas, como um membro da família ou amigo e, mesmo assim, em contextos específicos. Psicopatas simplesmente são incapazes de ter empatia e de formar verdadeiros laços emocionais com alguém. E é essa habilidade de imitar empatia e emoção que faz do psicopata um indivíduo perigoso e, muitas vezes, pessoas altamente bem-sucedidas.

sábado, 6 de abril de 2013

A Psicopata que me persegue


O PSICOPATA NOSSO DE CADA DIA


Eles estão em toda a parte, como ervas daninhas.

Na política, nas igrejas, na medicina, em nossos ambientes de trabalho, na vizinhança, entre nossos "amigos"...

Em nossas famílias.

Esta verdadeira "peste" se espalha pelo tecido social e geralmente produz muitos estragos, deixando um rastro de destruição nas vidas de suas vítimas.

No meu caso, a PSICOPATA está há décadas dentro da família, roubando o que pode, lesando, mentindo, traindo... e, pior, reproduzindo seu comportamento delinquente, cooptando cúmplices para os crimes que sua mente transtornada engendra.

No meu caso, a PSICOPATA, em seus delírios de grandeza, me queria travada, internada como louca, enquanto ela, imaginem!, se transformaria numa espécie de minha "tutora", se apropriando de minha casa e meus pertences, destruindo minha vida pessoal e profissional, impedindo meu "brilho" e meu sucesso.

O Supra-Sumo da Cretinice. 

E da criminalidade.

Oportunista. Invejosa. Desonesta. Corrupta. Violenta.

Loba em pele de ovelha.




domingo, 24 de março de 2013

Criança psicopata: como identificar?


Uma pessoa me escreveu contando que convive com uma espécie de criança-problema, com 6 anos de idade, que apresenta temperamento difícil, agressivo, tempestuoso, desafiador. E me perguntou onde encontrar solução para tal problema.

Não sou psicóloga nem psiquiatra, como sabem. Apenas vítima de uma psicopata estelionatária, que há 4 décadas vem roubando minha família, para assim "subir na vida sem fazer força". Uma arrivista: mentirosa, mau-caráter à milésima potência.

É bastante provável que esta psicopata, que escalou minha família para lesar, roubar e fazer de "escada social", desde criança já tenha apresentado características de personalidade anti-social, roubando colegas na escola, por exemplo.

Há crianças que desde muito novas já demonstram frieza e crueldade com animais, por exemplo. Um comportamento sádico, de sentir prazer ao infligir dor e sofrimento a seres indefesos.

O que em minha opinião deve ser observado é a frequência com que tais atitudes acontecem. Eventualmente uma criança pode achar divertido provocar algum mal-estar num cachorro, por exemplo, amarrando algo em seu rabo... Mas isto não permitiria obviamente caracterizar a criança como psicopata.

Não é simples para pessoas comuns identificar comportamentos patológicos, mas aqui no blog tento trabalhar com a ideia de que devemos estar atentos, analisar, observar, nos precaver e aprender a nos defender dos psicopatas, tenham eles a idade que tiverem.

Como os estudiosos de tal transtorno dizem que não há cura para estes desvios de conduta, pois não se trata de doença, o mais importante para quem tem que conviver com estas criaturas maléficas é procurar o máximo de informação possível sobre como os psicopatas atuam, como funcionam suas mentes, e desenvolver mecanismos de defesa para evitar prejuízos.

O Mal existe e tem gente que simplesmente não presta.

Infelizmente, isto inclui também as crianças, que podem se mostrar incrivelmente perversas, inclusive praticando violência sexual e homicídios.

Portanto, vigilância. Este é o caminho. Observação atenta. Monitoramento constante. 

Tais crianças só terão seu comportamento destrutivo inibido se sentirem que existe algum risco contra elas. Portanto, o mais importante é descobrir seu potencial de maldade o mais cedo possível. E desmascará-la. Fazer com que a criança saiba que foi descoberta e que seu jeito de ser é conhecido e desaprovado.


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sábado, 16 de março de 2013

Psicopatas: você conhece algum?


Como já contei a vocês várias vezes aqui e no outro blog, o Abra a Boca, Cidadão!, sou vítima de uma psicopata, que me lesa e desfere várias violências contra mim há muitos anos.

Na verdade, tal figura é mentora e mandante, pois se encaixa naquela categoria de psicopatas covardes, que "não sujam as mãos de sangue", mas orientam e ordenam falcatruas e crimes usando terceiros, manipulados ou remunerados: línguas-de-aluguel, paus-mandados, executantes do que suas mentes criminosas arquitetam.

Venho recebendo muitas mensagens em meu email particular (escrevivendo@ig.com.br) de pessoas vítimas de psicopatas ou que convivem ou estão muito próximas destes seres malignos. Estas pessoas, claro, estão muito preocupadas em saber como lidar e principalmente qual a melhor forma de se proteger de tais indivíduos danosos.

Se você tem alguma vivência com psicopata ou sabe de algum caso interessante envolvendo a atuação destrutiva dessas pessoas, escreva-me e eu transformarei tais relatos em posts, para compartilharmos essas experiências e conhecimentos com os outros leitores.

Como Psicopatia não é doença, mas Transtorno de Personalidade Antissocial, não existe tratamento e não se pode falar em "cura", segundo os pesquisadores. Portanto, só nos resta aprender a detectar tais seres do Mal o mais rápido possível e nos proteger de sua ação nefasta.

Imagem do vídeo Psicopatasss, de Ana Maria Bruni




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ensaio sobre a Bestialidade Humana



Elas derrubam e envenenam plantas e árvores, maltratam e assassinam animais doceis e indefesos, lesam, roubam, se apropriam do que não lhes pertence, têm "orgasmos múltiplos" diante de dinheiro fácil, carros novos, bens materiais e tudo o que lhes traga status e preencha seu vazio existencial.

Elas conjugam o verbo "Ter", não o verbo "Ser".


"Compro, logo, existo..."


E não se importam nem um pouco se para conseguir essas futilidades mundanas e passageiras tenham que pisotear quem estiver pela frente, formar quadrilha e passar a ser membro do mundo do crime.


A estupidez humana é mesmo infinita.




Besta Humana 



Nicete Campos* 





Desde os primórdios o homem tem se mostrado cada vez mais decepcionante, desafiando as leis da evolução natural (ou seria uma evolução naturalmente maligna?). As causas variam conforme a necessidade/vontade se lhe apresenta. Antropologistas tentam explicar as diferentes culturas tribais, as interferências externas e suas necessidades adaptacionais. Apela-se para o bom senso de respeitar as diferentes culturas sem a censura rançosa causada pelo não conhecimento, não questionando se uma é melhor ou pior do que aquela em que se está inserido.

Historiadores e outros cientistas afins colaboram para a montagem de um quadro humano recheado de informações técnicas levando o leitor interessado no assunto a ter um panorama lotado de dados numéricos, geográficos e culturais, o que é bastante relevante levando em consideração o trabalho gigantesco que fazem para a compreensão e perpetuação da história do homem.

Infelizmente, apesar dos avanços tecnológicos e de tantas boas conquistas feitas por alguns homens de bem, a grande massa disforme de humanos continua a praticar barbaridades ideológicas de cunho religioso, moral e social. Para que possam cultuar o mal, e por covardia mesmo, formam sub-tribos que se comprazem em dividir seus feitos maléficos e devastadores.

O chamado “Efeito Lúcifer”, de Philip George Zimbardo, doutor em Psicologia, Sociologia e Antropologia, descreve perfeitamente bem as situações em que um ser “bom” pode transformar-se em um “monstro” quando, dependendo do tipo de situação em que se encontra, consegue colocar de lado suas convicções pessoais, seus valores morais e praticar atos jamais imaginados. Sabe-se que fatores ambientais e comportamentais influenciam as atitudes do sujeito, prevalecendo ora uma, ora outra.

De qualquer modo, quando se forma uma “trupe” travestida de máscara duvidosa, uniforme em sua maneira de pensar e agir, a consequência é desastrosa. Quando o “mal” tem em seu ponto de partida a paixão afogueada pelos prazeres letais e resolve abocanhar mais seguidores, fica mais fácil se misturar onde a ignorância e o fanatismo imperam. Assim, como numa enxurrada após uma forte chuva, vão arrastando e condensando num só esgoto um número infindo de massa humana podre.

O mesmo poderia acontecer com o “bem”, mas não acontece. É assim porque é! Não adianta mais desculpas esfarrapadas do tipo: falta de amor ao próximo ou quaisquer outras exclamações religiosas. O homem se enrolou em suas próprias teias, e a história sobre a sua atual cultura e evolução deverá receber um nome complicado e difícil de ser lido e pronunciado, legando assim, ao futuro, um código a ser desvendado.


Nicete Campos é jornalista, membro do Grupo REBECA (Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental) e colunista do Portal Mais Interior.


Mais Interior

sábado, 16 de fevereiro de 2013

No mundo dos demônios não existe compaixão





Mundo voraz e exterminador
Onde a imoralidade predomina.
Onde instintos bestiais são desencadeados no cotidiano como princípios de cultura.

No mundo dos demônios não existe compaixão.
A consciência moral convive placidamente com a tirania deturpadora da ética
Métodos sugestivos são despejados nas mentes condicionando-as a tudo aceitar, a tudo se calar.

No mundo dos demônios não existe compaixão.
Deus assim fez o mundo, para que os bons se revelassem, para que os bons socorressem as vítimas, renovassem os princípios, mantivessem Seus mandamentos.
Mas os bons se calam, se vestem de branco nas viradas dos anos, na esperança que Deus olhe por eles, mesmo sabendo que ignoraram os outros deixando-os por conta dos maus.

No mundo dos demônios não existe compaixão
e para este mundo serão levados não só os maus, serão levados os omissos, os complacentes, os quietos, pois é função do mal punir aqueles que não são os filhos e filhas de Deus.

No mundo dos demônios não existe compaixão
e este mundo perverso avança implacável, demolidor, derrotando aqueles que sequer perceberam pelo que e por quem deveriam lutar.

No mundo dos demônios não existe compaixão
criam ilusões de porvir melhor, emparedam o raciocínio, o conhecimento, a educação.Corrompido permanece o discernimento.

No mundo dos demônios não existe compaixão
e quando se percebe quanto é deprimente, cruel e patético vivermos neste mundo, já é tarde.

No mundo dos demônios não existe compaixão
Corrompem, seduzem. Aceitam vantagens em detrimento do próximo. Calam-se as injustiças.

No mundo dos demônios não existe compaixão
o engodo é arma mestre contra a liberdade, CONTRA A LIBERDADE.

No mundo dos demônios não existe compaixão
Não encontrarão quem chorará por vós!
Não encontrarão!

Encontrarão Psicopatas reinando no mundo dos demônios!

Ana Maria C. Bruni
Itacaré- Bahia

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As Criminosas mais Famosas do Brasil



O Submundo está mudando de endereço.

Mulheres estão atuando vigorosamente por toda a parte: nas empresas, em cargos de chefia, na política, nos ministérios e parlamento, nas universidades, em muitos setores tradicionalmente masculinos. Mas de uns anos para cá começaram a adentrar também, infelizmente, com ousadia e desembaraço, o submundo: o mundo do crime.

Desprovidas de princípios, frias, calculistas, doentiamente gananciosas, estas mulheres padecem claramente de megalomania e insanidade moral.

Psicopatas.






As criminosas mais famosas do Brasil 

Gabi Dornelas 

O assassinato e esquartejamento do executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, foi motivo pra muita gente ficar chocado, pra muita gente fazer piada e pra muita gente pensar duas vezes antes de trair a esposa. Assassina confessa, Elize Matsunaga foi levada para a prisão onde estão Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá, condenadas pelo assassinato dos pais e da enteada, respectivamente.

Elize, Suzane e Anna dividem mais que as paredes do Complexo Penitenciário de Tremembé. Elas entram na lista das mais famosas criminosas do país. Seja pela crueldade, frieza ou ineditismo de seus crimes, essas mulheres atraíram a atenção da mídia e da população brasileira.

Conheça a história e os crimes de algumas destas criminosas.


Suzane von Richthofen


31 de outubro de 2002

Planejou (e ajudou na execução junto com os irmãos Cravinhos – Daniel – namorado de Suzane à época do crime - e Christian – irmão de Daniel) o assassinato dos próprios pais. Manfred e Marísia von Richthofen foram espancados até a morte com barras de ferro.

Há divergências sobre a motivação: a herança de R$10 milhões deixada pelo casal Richthofen e/ou a proibição do namoro de Daniel e Suzane.

Indícios apontam que Suzane conduziu testes de ruídos na casa para decidir sobre o uso ou não de armas de fogo, traçou a estratégia, desligou os dispositivos de segurança da casa, permitiu a entrada dos irmãos Cravinhos, espalhou documentos e objetos pela casa e arrombou uma maleta de dinheiro do pai para simular um latrocínio.

Depois do assassinato, Suzane e Daniel deixaram Christian perto da casa dele e foram para um motel – primeiro disseram ter feito sexo naquela noite, depois negaram. Saindo do motel, eles buscaram Andreas, irmão de Suzane, que estava em um cibercafé (odeio o termo, mas foi o que usaram nas reportagens e eu resolvi não mexer!).

Desde que chegou na casa dos Richthofen, a polícia desconfiou do comportamento de Daniel e Suzane e de detalhes da cena do crime. Depois de investigação, Christian foi confrontado a respeito de uma moto 0 km que comprou logo após o crime. Ele foi o primeiro a confessar.

Suzane foi condenada a 39 anos de prisão em regime fechado. Daniel teve a mesma pena e Christian pegou 38 anos de prisão. Os três seguem cumprindo suas penas.


Anna Carolina Jatobá


29 de março de 2008

Juntamente com o marido, Alexandre Nardoni, foi condenada pelo espancamento, asfixia e defenestração (quando jogam alguém pela janela – mas acho que depois desse caso todo mundo ficou sabendo disso!) da filha dele, Isabella Nardoni, de 6 anos.

Anna e Alexandre nunca assumiram a culpa pelo crime, então os motivos foram sempre especulação. Os dois afirmam que chegaram na garagem do prédio, Anna ficou com os 2 filhos do casal lá e Alexandre subiu para o apartamento com Isabella. Ele deixou a menina no quarto dos irmãos e voltou para ajudar Anna a subir com as outras crianças, um de 3 anos e outro de 11 meses. Na versão deles, nesse intervalo alguém teria invadido a casa – como para um roubo – e atirado Isabella pela janela.

Para a polícia 3 pontos deixavam a versão de Anna e Alexandre nebulosa: a ausência de arrombamento na casa, o fato de que não faltava nada entre os pertences do casal e, finalmente, nenhum indício de que alguém estranho tenha estado no prédio.

A perícia revelou que a causa da morte de Isabella foi parada cardiorespiratória. Além disso, haviam vestígios de sangue no apartamento do casal, nos dormitórios, corredor, na maçaneta da porta de entrada da residência e no lençol da cama onde Alexandre disse tê-la colocado. Houve fratura de osso em um dos punhos, enquanto estava viva; trauma no crânio, língua entre-dentes e lesões petequiais no coração e pulmões – indicativas de que a vítima fora asfixiada/sufocada.

Um dos primeiros depoimentos de vizinhos – antes mesmo das suspeitas recaírem sobre Anna e Alexandre – era de uma senhora que dizia ter ouvido, momentos antes de Isabella ser jogada pela janela, a voz de uma menina, criança que gritava “Para… pai!”. Um detalhe importante foi a entonação repassada pela vizinha: a menina gritava “para” e em seguida chamava pelo pai, como se pedisse a ajuda dele. Muitos ainda acreditam que a responsável direta pela morte de Isabella tenha sido a madrasta Anna.

Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Alexandre teve uma pena maior – 31 anos, 1 mês e 10 dias – pelo fato da vítima ser sua descendente direta.

Atualmente Anna virou evangélica e prega para as demais detentas do presídio onde está. [Suzane também !!!]


Elize Araújo Kitano Matsunaga


19 de maio de 2012

Elize admitiu ter atirado na cabeça e esquartejado o marido, Marcos Kitano Matsunaga – executivo da Yoki. O crime ocorreu no apartamento do casal, enquanto a filha deles, de 1 ano, estava no local. De acordo com a perícia, quando ocorreu a decapitação de Marcos, ele ainda estava vivo.

Elize contratou um detetive para comprovar que o marido a estava traindo. Através de um vídeo apresentado pelo investigador particular, ela confirmou suas suspeitas. Na noite do crime, após chegar em casa e dispensar a babá, Elize confrontou o marido, exaltada. A discussão foi acalorada, Marcos deu um tapa na esposa e disse que iria interná-la. Elize sacou uma arma e o atingiu na cabeça. Arrastou o corpo para o quarto de empregada, esquartejou, colocou em sacos plásticos, depois em malas.

Os pedaços do corpo de Marcos foram encontrados em Cotia e Capão Bonito, na Grande São Paulo.

No apartamento do casal foram encontradas 30 armas. Marcos era colecionador. A arma usada por Elize foi um presente de Marcos a ela.

Marcos conheceu Elize pela internet, em um site de acompanhantes. Ele se apaixonou pela garota de programa e fez dela sua esposa. A amante – que causou a ira de Elize – era também uma acompanhante do mesmo site onde Marcos conheceu a esposa.

Elize confessou e a polícia não tem dúvidas: todo o crime foi realizado por ela, sozinha. Como Elize tem curso de técnica em enfermagem, ela utilizou seus conhecimentos para esquartejar o marido, cortando nas articulações do corpo.

Elize pode pegar de 6 a 30 anos de prisão.